Depois de uma sequência de dias cinzas – não só no âmbito visível – nada como dormir ensopando o travesseiro de lágrimas, acordar adiando o despertador e deixando compromissos pra depois. Nada como terminar mais um livro da sua escritora preferida, ouvir elogios de desconhecidos. Nada como um café bem forte, uma maquiagem diferente, uma roupa colorida e um perfume fresco. Nada como um dia de Sol com vento frio, seu cantor preferido no som do carro, sapato confortável… Nada como dizer não sem peso na consciência, nada como aceitar-se como é. Sou assim, diferente da maioria das pessoas que conheço, sem paciência pra pessoas pobres de espírito e, por isso, cada vez mais sozinha. Acordei repetindo “paciência” mentalmente como se fosse um mantra e lembrando da frase feita dos consolos da minha mãe de quando eu era pequena: antes só que mal acompanhada.


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